terça-feira, 7 de julho de 2009

"Distúrbios da Aprendizagem": Uma rosa com outro nome

Imagine por um instante que está visitando um viveiro de plantas. Percebe uma agitação lá fora e vai investigar. Encontra um jovem assistente lutando contra uma roseira. Ele está tentado forçar as pétalas da rosa a se abrirem, e resmunga insatisfeito. Pergunta-lhe o quê está fazendo e ele explica: "meu chefe quer que todas essas rosas floresçam essa semana, então na semana passada eu cortei todas as precoces e hoje estou abrindo as atrasadas". Protesta dizendo que cada rosa floresce a seu tempo, é absurdo tentar retardar ou apressar isso. Não importa quando a rosa vai desabrochar – uma rosa sempre desabrocha no momento mais oportuno para ela. Olha novamente a rosa e percebe que ela está murchando, mas quando o alerta, ele responde: "Ah, isso é mau, ela tem desabrochamento congénito. Vamos ter que chamar um especialista". Você diz: "Não, não! Foi você quem fez a rosa murchar! Só precisaria satisfazer as exigências de água e luz da planta e deixar o resto por conta da natureza!" Mal consegue acreditar no que está acontecendo. Porquê o chefe dele é tão mal informado e tem expectativas tão irreais em relação às rosas?
Jan Hunt, Psicóloga Directora do "The Natural Child Project"

2 comentários:

  1. Perto de mim, vejo um renque de 'falsas acácias' todas iguais, todas diferentes: umas já todas vermelhas em flor, outras ainda calmamente a pensar nisso... Um espectáculo!
    No mundo da escola, já todos tivemos certamente essas experiências e a surpresa de súbitos 'florescimentos' tardios ;)
    (a propósito, aqui na formação, tivemos hoje um caso desses: se tiverem tempo, passem por lá a comentar o nosso súbito 'florescimento' tardio ;)

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  2. Este texto é giro! De facto, isto acontece-nos muito com os alunos. Nós, professores, tentamos fazer com que eles trabalhem, estudem e aprendam.Porém, hoje em dia, não é tarefa fácil conseguir que um aluno estude e que desempenhe o seu trabalho com responsabilidade. De qualquer modo, penso que mesmo que não obtenhamos resultados "imediatos", acredito em que cada professor deixa nos seus alunos "sementinhas" que ao seu devido tempo darão frutos e flores.

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